quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Apoios..... Onde

Escola "não abandona os alunos"
Numa entrevista, publicada no Público, a Ministra da Educação, afirma convictamente que a realidade educativa é desconhecida da generalidade da opinião pública. Isso permite-lhe proferir afirmações completamente desfasadas da realidade.
Vejamos:
P- Não deixa de ser notório o contraste do retrato que faz com o de uma avaliação do Conselho Nacional de Educação, em que se diz que "somos quase o único país europeu que não encontrou soluções para apoiar os alunos" com dificuldades.
ME- Nós damos apoio aos alunos, que têm dificuldades, aos que têm necessidades educativas especiais; damos em vários domínios. Somos um país que dá apoio aos alunos. Não me revejo nessa citação. É uma questão de conhecimento da realidade e não de optimismo. Os professores estão muito atentos e investem muito nos alunos com dificuldades.


Em que país vive a nossa Ministra?!
Publicada por Fátima G.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Bom ano lectivo

Olá a todos!


Mais um ano lectivo que se iniciou. Tudo indica que se avizinham mais uns tempos conturbados. e de muito trabalho. No entanto, haja esperança acima de tudo nós somos uns lutadores ! Desejo um bom ano a todos: colegas, amigos, visitantes do blog! E por favor façam o favor de fazer os vossos alunos felizes....

A colega da E.E.

Fátima Gonçalinho


domingo, 7 de março de 2010

Legislação para casos de bullying existe faz falta é prevenir

Uma escola mais atenta e a criação de estruturas mediativas capazes de apresentar respostas às vítimas, é a solução compartilhada por políticos e especialistas na protecção de menores para casos de bullying. Legislação já existe, garantem. O que é preciso é agir.
O caso de bullying, com desfecho trágico, ocorrido em Mirandela, leva Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC) e coordenador da linha SOS Criança, a defender a criação de gabinetes de apoio ao aluno e à família nas escolas. Aliás, eles já existem em cerca de 30 agrupamentos de escolas em todo o país, promovidos, integrados e autonomizados pelo IAC, com o apoio do Programa para a Inclusão e Cidadania (PIEC). "Esses gabinetes têm contribuído para criar escolas mais serenas, com menos violência, com o apoio da comunidade. É importante que o Estado perceba a utilidade desses gabinetes, pois têm sido uma boa prática a nível da resposta preventiva contra o bullying e a violência na escola em geral", realçou.
Manuel Coutinho salientou, também, a importância de um olhar atento às crianças por parte dos adultos, sejam eles profissionais dos estabelecimentos de ensino, familiares ou conhecidos das crianças que são vítimas da perseguição, coacção e violência de outras. "Não podemos esperar que seja a criança a denunciar. Os casos devem ser denunciados pelos adultos que se apercebam de que a criança está aflita", referiu. No seu entender, a legislação para actuar nestes casos já existe. "Há que predominar o bom-senso, não podemos ter uma lei própria para o bullying. Basta apenas actuar mediante as leis que já existem", explicou. Manuel Coutinho recordou que, desde 1988, já chegaram à linha SOS Criança mais de 80 mil apelos.
A criação de estruturas próprias para esse fenómeno nas escolas é também defendida pelo deputado comunista Miguel Tiago. "O PCP já propôs a criação de gabinetes escolares para dar resposta a estes casos de violência, dotados de psicólogos, animadores sócio-culturais e alunos, para a dinamização de clubes, actividades de grupo e acompanhamento de casos de indisciplina e violência", referiu. No seu dizer, a criação de mais legislação ou mais repressão em nada adianta. "A escola não pode ser um depósito de crianças. Tem de oferecer boas condições físicas, maior número de auxiliares e menos alunos por turma", defendeu.
Joana Marques Vidal, procuradora-geral adjunta, também é de opinião que a legislação existente para responder aos casos de bullying é suficiente. "O que é necessário é uma atitude diferente por parte da escola e de toda a comunidade. É preciso estarmos todos alerta para denunciar os casos antes que situações graves aconteçam", salientou.
Também Paula Barros, do grupo parlamentar do PS, defendeu um papel mais pró-activo por parte da escola na prevenção.
Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional das Crianças e Jovens em Perigo afirmou tratar-se de um problema de primeira linha da escola, cabendo-lhe fazer a prevenção.

Retirado de " INCLUSO", por Fátima Gonçalinho prof E.E.


terça-feira, 2 de março de 2010

AULAS EXTRA-MUROS

Visita de estudo a Guimarães - Património Cultural da Humanidade e Capital Europeia da Cultura – 2012.

No dia 19 de Fevereiro de 2010, os alunos da Educação Especial, integrados nas suas turmas, devidamente acompanhados pelos Docentes de Educação Especial – António Soares e Alexandra Pina e pela senhora Tarefeira Hostilina, fizeram uma visita de estudo ao Centro Histórico de Guimarães. Tratou-se de uma visita organizada e orientada pela Coordenadora do Departamente de Ciências Sociais e Humanas, Drª – Regina e que se mostrou do maior interesse, especialmente para a disciplina de História.


Chegados ao local, e após um ligeiro aconchego dos estômagos, fomos directos à célebre Praça da Oliveira onde os alunos devidamente orientados pelos seus professores e pelas técnicas dos Serviços Educativos do Museu, iniciaram um paddy-paper. Os cadernos fornecidos a todos os participantes, pelos Serviços Educativos do Museu, serviram de guia para o processo de pesquisa denominado “jogo de descoberta” que se seguiu. Com esta actividade, que se estendeu também à Praça de Santiago, os alunos puderam redescobrir e vivenciar aspectos importantes da nossa História.
Seguiu-se a visita ao Museu Alberto Sampaio, situado em pleno Centro Histórico de Guimarães, no local onde a condessa Mumadona, no século X, mandou construir um mosteiro.


Já no interior do Museu, pudemos apreciar valiosas colecções de arte antiga (ourivesaria, pintura, escultura, talha, têxteis, cerâmica, e azulejaria), a maior parte das quais são legados dos séculos XIV, XV, e XVI, e cuja peça de maior significado histórico nos foi referenciada como sendo o loudel do rei D. João I (séc. XIV). Peça que o referido rei envergou na Batalha de Aljubarrota (1385). A guia da visita, relevou ainda a importância do tríptico de prata dourada que o mesmo monarca ofereceu a Santa Maria de Guimarães.


Para além da história vivenciada pelos alunos (na foto a Ana Rita e o Ruben), ainda fomos agraciados com a apresentação de um teatro de fantoches que pretendeu representar a história do rei fundador de Portugal e do enredo das suas aventuras e desventuras. Escusado será dizer que os alunos demonstraram muito interesse e apreciaram esta forma de contar a História de Portugal

Numa visita de estudo inclusiva há sempre lugar para a solidariedade e entreajuda.


(Pedro Sousa a ser ajudado por um par/colega da turma).

Terminada a visita ao Museu, dirigimo-nos para o parque de merendas, junto ao Paço dos Duques de Bragança onde desfrutamos do recheado farnel.

Finalmente, é de realçar o trabalho desenvolvido pelas técnicas dos Serviços Educativos do Museu cujo apoio logístico e informativo muito contribuiu para o sucesso desta visita de estudo.

Os alunos da Educação Especial fizeram uma ficha exploratória relativa à viagem a efectuar e outra ficha reflexiva, no primeiro dia de aulas, a seguir à visita.

Todos se mostraram participativos, entusiasmados, felizes e dispostos a participar noutras visitas de estudo.

A. Soares



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

olá ! Encontrei este artigo "O QUE NOS PEDIRIA UM AUTISTA" Para lermos e reflectirmos .

Como compreender o comportamento da criança autista?

Leia abaixo o artigo de Angel Rivière

Artigo - O que nos pediria um autista

1- Ajuda-me a compreender. Organize meu mundo e facilita-me ou antecipa o que vai acontecer. Dá-me ordem, estrutura, e não caos.

2- Não te angusties comigo, porque me angustio. Respeita meu ritmo. Sempre poderás relacionar-te comigo se compreenderes minhas necessidades e meu modo especial de entender a realidade. Não se deprima, o normal é que avance e me desenvolva cada vez mais.

3- Não me fale demais, nem demasiado depressa. As palavras são “ar” que não pesa para ti, mas podem ser uma carga muito pesada para mim. Muitas vezes não são a melhor maneira de relacionar-se comigo.

4- Como outros filhos, como outros adultos, necessito compartilhar o prazer e gosto de fazer as coisas bem, mesmo que nem sempre consiga. Faz-me saber, de algum modo, quando consigo fazer as coisas bem e ajuda-me a fazê-las sem erros. Quando faço muitos erros, pode ser que me irrite, e acabe por me negar a fazer as coisas.

5- Necessito de mais ordem do que você necessita, mais previsibilidade do que você requer. Teremos que negociar alguns rituais para conviver.

6- É difícil compreender o sentido de muitas das coisas que me pedem para fazer. Ajuda-me a entendê-las. Peça-me coisas que podem ter um sentido concreto e decifre-as para mim. Não permitas que me acomode nem permaneça inativo.

7- Não me invadas excessivamente. Às vezes, as pessoas são muito imprevisíveis, demasiadamente ruidosas, demasiadamente estimulantes. Respeita as distancias de que necessito, porém nunca me deixe só.

8- O que faço não é contra você. Quando tenho uma zanga ou me golpeio, quando destruo algo ou me movimento em excesso, quando me é difícil atender ou fazer o que me pedes, não estou querendo te prejudicar. Não me atribua más intenções!

9- Meu desenvolvimento não é absurdo, embora não seja fácil de entender. Ele tem sua própria lógica e muitas das condutas que chamam de “alteradas” são formas de enfrentar o mundo na minha especial forma de ser e perceber. Faça um esforço para me compreender.

10- Para mim, as outras pessoas são demasiadamente complicadas. Meu mundo não é complexo e fechado. É simples. Embora te pareça estranho o que te digo, meu mundo é tão aberto, tão sem dissimulações e sem mentiras, tão ingenuamente expostas aos demais, que é difícil penetrarmos nele. Não vivo em uma “fortaleza vazia”, nem em uma planície tão aberta que possa parecer inacessível. Tenho muito menos complicações do que as pessoas consideradas normais.

11- Não me peças sempre as mesmas coisas nem me exijas as mesmas rotinas. Não tens que te fazer autista para me ajudar. O autista sou eu, não você!

12- Não sou só autista. Também sou uma criança, um adolescente, ou um adulto. Compartilho muitas coisas das crianças, adolescentes ou adultos ditos “normais”. Gosto de jogar e de me divertir. Quero os meus pais e as pessoas que me cercam e me sinto satisfeito quando faço as coisas bem. É aquilo que compartilhamos que nos une.

13- Vale a pena viver comigo. Poço dar-lhe tantas satisfações quanto outras pessoas, embora não sejam as mesmas. Pode chegar um momento em sua vida em que eu, que sou autista, seja sua maior e melhor companhia.

14- Não me agridas quimicamente. Se te dizem que tenho que tomar um medicamento, providencie que seja revisado periodicamente por um especialista.

15- Nem meus pais nem eu temos a culpa do que se passa. Tão pouco a têm os profissionais que me ajudam. Não serve de nada que os culpe. Às vezes, minhas reações e condutas podem ser difíceis de compreender ou afrontar, porém não é culpa de ninguém. A idéia de “culpa” não produz mais que sofrimento em relação ao meu problema.
16- Não me peças constantemente coisas acima do que sou capaz de fazer. Porém peça-me o que posso fazer. Dá-me ajuda para ser mais autônomo, para compreender melhor, porém não me dê ajuda demais.

Artigo colocado por Fátima Gonçalinho Prof da E.E.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ainda no âmbito do dia internacioal das pessoas com deficiência aqui fica mais um registo.

Uma das actividades concebidas para esta ocasião foi o testemunho da sua experiência como invisual, dado pela D. Aida, perante uma audiência de alunos do 4.º ano de escolaridade e professores.
Venho hoje publicar o registo de alguns alunos que participaram nessa actividade.




Colocado por Fátima Gonçalinho , Prof. EE

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - 3 DE DEZEMBRO

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

3 de Dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

" Somos todos universalmente IGUAIS como seres humanos, mas particularmente DIFERENTES."



No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a Biblioteca Escolar de Lamego n.º 1 acolheu a iniciativa do Grupo da Educação Especial do Agrupamento de Escolas de Lamego para celebrar esta data.

Do programa concebido para esta ocasião ressalta o testemunho da sua experiência como invisual, dado pela D. Aida, perante uma audiência de alunos do 4.º ano de escolaridade e professores.

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência foi instituído pela ONU em 1998 com o objectivo de promover uma maior compreensão pelos assuntos relacionados com as pessoas portadoras de deficiência, bem como, mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas em geral.

Noticia retirada do Blog da Biblioteca da EB 1 de Lamego nº1